Espaço de textos, estudos, ensaios e opiniões do Pastor João Viegas

01
Jan 14

Gratidão a Deus

“...E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passava pela divisa entre a Samária e a Galiléia. Ao entrar em certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Ele, logo que os viu, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. Um deles, vendo que fora curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças; e este era samaritano. Perguntou, pois, Jesus: Não foram limpos os dez? E os nove, onde estão? Não se achou quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou...” (Lucas 17:11 a 19)

 

 Há algo que se tem vindo a perder na Igreja, no Corpo de Cristo em geral: Gratidão a Deus! Hoje em dia vemos Fé, conhecimento, pregação, louvores e adoração, técnica, show, muita emoção à flor da pele… mas vê-se pouca gratidão, pouca adoração verdadeira e pouca rendição a Deus… Já Jesus dizia que andava em busca dos que O adorem em Espírito e em Verdade...

 

Hoje todos sabem andar pela Fé, todos sabem fazer a 4.ª dimensão, através da confissão e possessão, todos sabem alcançar o que mais pretendem, o que mais amam, o que verdadeiramente almejam nesta vida… mas vê-se poucos a serem gratos de coração, mesmo entre irmãos, mesmo entre ministérios e pastores. Há honra (entre ‘profetas’), exigência, arrogância, obrigações, proibições, mas não se vê que se acenda uma luz para relançar a verdade da Palavra e explicar ao povo de Deus, que tudo provém da Graça…

 

Muitos de nós éramos como os leprosos que se aproximaram de Jesus: sempre estivemos de longe… nunca tivemos interesse de nos envolvermos mais, de nos aproximarmos mais do criador, de O buscarmos, de O amarmos, de O servirmos, porque não queremos investir o nosso tempo em Deus e na Igreja, nem queremos sentir que dependemos d’Ele, ou que afinal de contas, sempre dependemos d’Ele, em toda a nossa vida… Sempre nos achámos autossuficientes, nunca nos habituámos a pedir ajuda, nunca pedimos oração…

 

E aí, entra a passagem que lemos no início… a falta de gratidão é como a falta de higiene e de uma alimentação saudável: conduz-nos à doença. E nesta passagem, a doença retratada foi a lepra. A lepra pode representar muita coisa a nível espiritual. Pode representar a ingratidão, a rebelião, a desobediência, a obstinação, a falta de pureza… mas a nível físico era uma doença que lentamente conduzia à morte. Hoje está erradicada e tem cura, mas na altura não tinha.

 

Assim, a lepra pode significar que estamos com o caráter errado na nossa vida, como aconteceu com o General Naamã (II Reis 5:1 a 27), que achando-se alguém superior e importante, ia desperdiçando a oportunidade de ficar sarado, pelo poder de Deus através do Profeta Eliseu, só porque a forma como Deus indicou a cura dele era desprestigiante (7 mergulhos no lamacento Rio Jordão).

 

A lepra também pode significar rebelião contra os nossos Pastores, Patrões, Pais, autoridades, tal como nos relata o caso de Miriam, profetiza, sacerdotisa e irmã de Moisés (Números 12:1 a 15), que se insurgiu contra o próprio irmão, por este estar casado com uma mulher estrangeira (algo proibido pela Lei, instituída posteriormente). O problema não estava em Miriam falar a situação, mas sim por colocar a autoridade e posição de Moisés emCausa e por sua vez colocar em causa a escolha de Deus para liderar a nação que se estava a formar.

 

A lepra pode ainda significar ganância ou desejo pelo que não foi Deus que deu, tal como aconteceu com Geazi, moço do Profeta Eliseu (II Reis 5:1 a 27), na sequência da cura do General Naamã. Eliseu não aceitou nenhuma oferta ou prenda de Naamã, para lhe mostrar que Deus opera por misericórdia e amor e não pela riqueza pessoal de cada um, mas Geazi acabou por se deixar enganar pelas riquezas, mentindo e enganando e assim trazendo grande desgraça para ele e para a sua descendência.

 

A lepra também pode significar que achamos já não precisamos de frequentar a Igreja, ou da ajuda do Pastor, ou até de Deus, conforme aconteceu com o Rei Uzias (II Crónicas 26:16 a 21), onde devido à importância que este garantiu pelos seus feitos e até pela sua obediência inicial a Deus, achou que para além de Rei, também poderia ser sacerdote e entrou no templo para queimar incenso ao Senhor, acabando em desgraça e morrendo pelo erro cometido sem se ter arrependido do mesmo.

 

Por fim, a lepra pode significar que precisamos sempre de batalhar contra a nossa própria natureza limitadora e pequena, humana e frágil, tal como Deus mostrou a Moisés, no encontro real que este teve com o Todo-o-Poderoso (Êxodo 4:1 e 6 a 8), onde Deus lhe deu a missão, a chamada e Moisés via-se a si mesmo pelos olhos da idade que tinha já (80 anos), pela falta de capacidade que achava em si. Essa luta, quando inexistente e quando aceitamos as nossas limitações, gera lepra na natureza implantada por Deus, em nós, através da Palavra. Deus espera que nós, apesar de humanos, falhos e limitados, olhemos para Ele e aceitemos a Sua Natureza em nós, o Seu Poder que nos aperfeiçoa e nos torna invencíveis e a Sua Palavra que nos faz fortes, robustos e sábios.

 

No caso destes leprosos que se aproximaram de Jesus, Ele mandou-os cumprir a Palavra (irem ao sacerdote)… e quando o fizeram, imediatamente ficaram sãos. A Palavra é a cura para a lepra na nossa vida! A Obediência à Palavra de Deus! Mas por amor! Por querer! E a diferença que temos de viver é que depois ao sentirmos a cura na nossa vida, possamos ser como o leproso que voltou para adorar a Jesus: gratos! E quando o somos a Deus, estamos a demonstrar que sabemos o que é o verdadeiro significado da Graça em nós, que temos a nossa Fé fundamentada nessa mesma Graça de Deus e que por isso Lhe somos gratos! (Hebreus 11:6)

 

Para terminar este estudo, falta a pergunta: Qual o preço para sermos gratos a Deus?

O preço é afastar-nos do pecado… da maldade… da inveja… do ciúme… da crítica… acabar com a murmuração… com a acusação… com o apontar do dedo (Isaías 58:6 a 11)… vivermos uma vida de amor e em amor… em perdão! (Colossenses 3:12 a 15)Ou seja, mudar a nossa vida! Aproveitar o início deste novo ano e dar a volta que precisamos para sermos diferentes e fazermos a diferença!

 

Tome essa decisão hoje mesmo, sele isso no seu coração com oração ao Senhor e entre numa vida sã com Deus, livre da lepra e da ingratidão na sua vida, na sua casa, na sua família e na sua descendência.

Deus abençoe!

Pst. João Viegas

 

publicado por Jv às 01:04

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