Espaço de textos, estudos, ensaios e opiniões do Pastor João Viegas

19
Jun 08

Tiago Guillul, o pastor do novo rock cristão

 

Música. Quarto disco do cantautor

 

Fundador da Flor Caveira edita disco no circuito tradicional de lojas

 

Tiago Guillul é músico. Mas também um blogger e pastor Baptista, responsável por uma igreja em São Domingos de Benfica. Ao longo dos últimos meses conseguiu uma notoriedade inesperada. O sucesso dos Pontos Negros, a banda cujo disco gravou em 2005, contribuiu para a revelação de um artista único no cenário da pop nacional. Mas foi a edição de IV, no final de 2007, que justificou o burburinho gerado à volta deste músico da linha de Sintra.

Foi "no Seminário Baptista Teológico, em Queluz" que adquiriu o seu nome artístico. "Uma vez, numa aula, lemos uma passagem bíblica, do Velho Testamento, na qual o termo cavaco (o seu apelido) era usado e o professor explicou que em hebraico se dizia guillul", recorda. "Eu pensei que Tiago Cavaco não era um grande nome artístico e achei que Tiago Guillul era bom, apesar de ter aquele lado difícil. Entretanto gravei a primeira maqueta a solo, e ficou".

Apesar do reconhecimento que conquistou recentemente, o cantautor admite que a sua música está longe de ser uma novidade. A história de Guillul começa ainda nos anos 90, nos subúrbios de Lisboa. Na altura, integrava os Bible Toons. uma banda de hardcore cristã "muito panfletária", que passado algum tempo se tornou A Instituição. Foi o fim desse projecto que possibilitou o arranque de uma carreira a solo, onde religião é uma componente essencial.

"Na adolescência acreditas na tua banda", admite. "Mas depois começas a fazer 23 ou 24 anos e deixas de acreditar... As pessoas que já tocam há anos juntas começam a sentir divergências estéticas entre si e essa era dourada da banda adolescente acaba." Esta chegada à idade adulta, contribuiu para uma mudança na vida do cantor, que fundou a FlorCaveira, uma editora sem fins lucrativos, e começou a lançar discos a solo, com uma sonoridade que o próprio define como "música moderna portuguesa".

Esta definição invoca heranças da década de 80 e, de facto, é impossível não pensar na cena musical de então ao ouvir o cantor. As suas canções remetem-nos para uma etapa da música nacional, numa altura em que o português era o idioma de eleição dos músicos. O cantor admite que os artistas da FlorCaveira são "muito fundamentalistas na questão da língua", porém não esconde que na sua adolescência integrou "uma banda que cantava em inglês". Chamava-se The C.S. Lewis Attic. "Tem a ver com as Crónicas de Nárnia", lembra.

Porém, o inglês pertence ao passado deste artista cujo presente reside em IV. A segunda edição do disco já está à venda. É a primeira vez que um artista da FlorCaveira chega ao circuito comercial tradicional. É o próprio cantor quem admite que tal só ocorreu porque "a primeira edição do disco esgotou. Foi a primeira vez na história da editora que isso aconteceu".

 

in Diário de Notícias (Clique para ver a notícia)

 

Blog de Tiago Guillul (Clique para ver o Blog)

 

 

publicado por Jv às 14:54

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